quando você me encontra você também sente
a mesma coisa molhada e quente
que eu?
quase posso enxergar o desejo escorrendo
pelo teus poros
me decifra, concede a honra dessa dança
confessa no meu ouvido tuas fantasias
cola teu corpo no meu, suave
no ritmo quente dessa melodia.
nos encontramos no escuro, você me beija desesperadamente
como se buscasse alguma coisa, um passo
pra me levar à loucura.
prenso teu corpo contra a parede
seguro teus braços, levanto tua camisa
você ri, com timidez, desconcertado
e eu pensando em coisas que você nem imagina.
.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
x
como uma nota desafinada, díspar
à sua maneira ele é
perturbador como uma melodia desalinhada
um código que eu talvez deva decifrar
sem se preocupar com nada, ele é
um pedaço do inexplicável
um homem qualquer.
à sua maneira ele é
perturbador como uma melodia desalinhada
um código que eu talvez deva decifrar
sem se preocupar com nada, ele é
um pedaço do inexplicável
um homem qualquer.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
hard
ele tem algo de menino perdido
um mistério ao redor de sua alma
tenta não demonstrar
sua aparente calma
ele me enche de bobagens
o ouvido.
encontro casual não faz meu estilo
armadilhas do destino
envolvem algum perigo
me sinto pronta pra entrar na dança
te desenhar todo
juntar pedaços desse quebra-cabeça
participar do teu jogo
o que fica exposto
quando passa e olha, sorri
me desconcerta sem saber
ele tem um quê
irresistível
de quem só quer se divertir.
um mistério ao redor de sua alma
tenta não demonstrar
sua aparente calma
ele me enche de bobagens
o ouvido.
encontro casual não faz meu estilo
armadilhas do destino
envolvem algum perigo
me sinto pronta pra entrar na dança
te desenhar todo
juntar pedaços desse quebra-cabeça
participar do teu jogo
o que fica exposto
quando passa e olha, sorri
me desconcerta sem saber
ele tem um quê
irresistível
de quem só quer se divertir.
flash back
algumas luzes confundem
visão turva
som ensurdecedor
derrapo na curva
ajeito o sapato no pé
levanto a cabeça
tua boca vem
de encontro a minha
mais uma dose
mais uma noite
tua mão no meu ombro
- pra casa - já era dia.
visão turva
som ensurdecedor
derrapo na curva
ajeito o sapato no pé
levanto a cabeça
tua boca vem
de encontro a minha
mais uma dose
mais uma noite
tua mão no meu ombro
- pra casa - já era dia.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
residual
sinos batendo, confusão, quente como um vulcão
te assistindo derreter aos poucos, queimando
observando as gotas de suor escorrendo
pelo teu corpo
eu destilo os segredos que me interessam
de cada fragmento teu.
vontade feroz que você tem de destruir
aquilo que ama
você nem mesmo entende a moral do teu drama
participa coadjuvante desse jogo de horror
colecionando corpos nus na tua cama.
tua digital é a mesma, o copo quebrado no fundo do olho
a antiga queda pelas mesmas coisas, os mesmos erros
você ainda não é quem enxerga no espelho,
tentando matar algo que não pode ser morto
você quer esse amor exposto e crucificado,
mas, meu bem, como se pode matar algo
que antes já haviam matado?
te assistindo derreter aos poucos, queimando
observando as gotas de suor escorrendo
pelo teu corpo
eu destilo os segredos que me interessam
de cada fragmento teu.
vontade feroz que você tem de destruir
aquilo que ama
você nem mesmo entende a moral do teu drama
participa coadjuvante desse jogo de horror
colecionando corpos nus na tua cama.
tua digital é a mesma, o copo quebrado no fundo do olho
a antiga queda pelas mesmas coisas, os mesmos erros
você ainda não é quem enxerga no espelho,
tentando matar algo que não pode ser morto
você quer esse amor exposto e crucificado,
mas, meu bem, como se pode matar algo
que antes já haviam matado?